Posso garantir que esse ano, depois de socializar com o pessoal do cursinho, eu comecei a ter vida social. Realmente comecei a sair, ir pra pub's, festas, baladas e curtir a vibe do momento. Estou contando isso agora porquê é algo esquisito quando se trata de mim, a garota quieta que ia ao cinema sozinha. Mas esse é onde eu quero chegar. Em como uma pessoa, tentando sempre manter sua essência, consegue mudar tanto em um ano. De um número pra cá (2014 para 2015) eu tenho sido uma nova pessoa, uma nova garota com novos sonhos, novas metas, novas paixões e uma incansável tristeza que faz parte da bagagem de ser um novo alguém.
Não se trata de não se acostumar com as mudanças (se trata sim, também), mas a pressa com que elas estão acontecendo. Mal parece que faz meses que esse ano deu partida, que eu sou uma adulta (pelo menos de acordo com a lei), ou que me apaixonei, me desapaixonei, chorei, sorri (o importante é que emoções eu vivi, brincadeira). Quero chegar no ponto que estou confusa com a minha vida no momento. Aconteceu tantas coisas desde o ano passado e, adoraria mesmo dizer que melhorou tudo, estou enlouquecendo aos pouquinhos.
Estou deixando as consequências dessas mudanças atacarem minha saúde e meu estado de espírito. Estou passando dias indo no curso e respirando fundo durante a aula de arte por ter tido falta de ar por pensar demais na banalidade que minha vida tem sido e/ ou tenho rido sozinha olhando pra parede branca (rindo pra não chorar) e pensando "em que nível eu cheguei". Eu não sei em que nível cheguei, mas digo que ele está além do poço.
Só tive uma súbita vontade de escrever sobre as loucuras amargas que têm acontecido e pra dizer também que não tô bem. Não tô acompanhando o ritmo, não tô me sentindo confiante e confortável. Acho que prefiro mesmo ser a garota que vai sozinha ao cinema e chora em comédias românticas do que a garota que tem vida social, chora pelos romances reais da própria vida e dança no escuro ouvindo Madonna.
Acho mesmo que prefiro estar no aconchego do eu que sempre fui e foi bem concebido (e reconhecido) do que esse eu, que sou eu também, que não faz o mínimo de sentido. Estou mentalmente há dias traçando metas, planos e mudanças (necessárias) para eu ir me ajeitando nessa vidinha. Quem sabe assim, algum dia eu me acostumo a dançar quando eu estiver feliz e não só quando a tristeza bater na porta. Porque se tem algo que eu acredito, é que ninguém é triste sempre, isso é só questão de adaptação e aceitação. Então que haja muitas mudanças boas para que as ruins sejam indiferentes (estou aguardando ansiosamente).
Não tô bem. Tô triste. Tô na fossa. Tô mal. Mas tô viva e (sobre)vivendo.
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