Eu bebi. Novamente numa sexta-feira ao longo de três semanas em que o "nós" virou eu, e você por aí, longe de mim. Não estou mentindo quando digo que eu bebi, pois estou relutando com as teclas em tentar acertar a maioria das letras.
Estava estudando, planejando o acampamento (no qual estou absurdamente animada) e pensando em você. Como sempre, como todos os dias, como em todas as aulas que eu só ouço o professor falando de longe sem prestar um pingo de atenção nela, justamente, por estar focada em você.
Idealizei todas nossas possíveis voltas que poderia existir em diferentes realidades paralelas. E, por fim, me foquei na frase do filme, Comet, em que ele dizia que não queria ficar em uma realidade onde eles não pertenciam um ao outro. E mesmo depois do final ter sido um tapa na cara do meu clicherismo, fiquei imaginando que eram nós dois e nosso pequeno "romance" declarado lá.
Nosso final não foi feliz, talvez pra mim. Chego a imaginar que isso só tenha acontecido comigo, pois não consigo imaginar um fim que não seja nós dois juntos. E, claro, são palavras de uma menina apaixonada e aleatoriamente alterada pelo álcool, mas ainda sim uma menina que ouve Sentimental, de Los Hermanos, e chora pensando em você.
O mesmo tipo de garota que coloca todas suas ideologias em dúvidas e complica um pouquinho só as coisas demais esperando pelo momento que elas dessem erradas. Li meu diário e a última vez que eu havia escrito nele retratava sobre nosso curto romance em que eu dizia que você estava distante e desistindo de mim. Como não havia percebido que duas semanas depois você visualizaria minha mensagem e não responderia? Eu realmente queria acreditar nas desculpas que você dava quando eu perguntava se o problema era comigo e queria mesmo pensar que aquilo era coisa da minha cabeça, que eu estava sendo a neurótica que sempre fui.
Mas isso foi apenas um equívoco sentimental meu. Eu me apaixonei e você não. Acostumei-me conversar diariamente com você, desabafar e contar o quão mal estava meu dia, mas você se acostumou num período e depois se desacostumou. Você foi se afastando aos poucos, da pessoa que gostava de mim de verdade para a pessoa que estava se sentindo estranho.
Depois da noite deplorável sobre ir ao show em que ambos estávamos, mas como fomos dois desconhecidos, eu me sinto estranha. Sinto que preciso de mudanças na minha vida e que essas mudanças não inclui você, porquê, por mais que eu quisesse, não posso obriga-lo gostar de mim e me amar de volta.
Fiz minha lista de metas para 2015, eu estudei um pouco e me senti bonita. Mas ao mesmo tempo em que eu estava sentindo essa determinação, só conseguia pensar que eu não estava compartilhando essas mudanças com você. E doeu. Eu precisei do álcool pra aprender a lidar com a saudade que sinto de você e vem me consumindo. Tive que lidar que as coisas não acontecem como esperamos.
O pior de tudo, é que me sinto estúpida. O jogo virou, de não gostar de você eu fui para uma garota que se apaixonou. E você de um garoto que gostava de mim foi para um que se acostumou sem a minha presença.
Nossos poucos momentos se tornaram apenas relembranças daquilo que não era para ser. O que vem me consumindo é a esperança de que, se eu pintar meu cabelo, se eu postar fotos minhas ou mostrar que estou seguindo em frente, você volte. Estou abandonando meu orgulho feminista, meu amor próprio e todas minhas prioridades só por estar te querendo de volta.
Eu concluirei esse texto, pois eu estou mal. Escrevi por motivo nenhum, talvez para lembrar que você não pertence a mim ou porque passou Senhor dos Anéis e, absurdamente, aquilo me trouxe você.
Eu concluirei esse texto, pois eu estou mal. Escrevi por motivo nenhum, talvez para lembrar que você não pertence a mim ou porque passou Senhor dos Anéis e, absurdamente, aquilo me trouxe você.
Por um breve período, eu tive você comigo e foi tão bom, que eu queria ter você pra vida toda. Pena que nem tudo é como a gente quer e a gente acostuma. Mesmo que a Marina Colasanti diz que não devia, às vezes, não temos escolhas.
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