terça-feira, 9 de setembro de 2014

The Butterfly Effect

Ultimamente tenho sido um tipo de pseudo-cinéfilo e assistido mil filmes tudo de uma vez, espremidos nos curtos tempos livres que me restam, e de todos, maioria dramas, tenho tirado uma lição de vida, que no dia seguinte faço uma leve forcinha (bem leve mesmo) pra esquecer.

Eu sou, nada mais, nada menos que, uma garota como qualquer outra (só que bem mais estranha e) bem clichê. Confesso que a maioria dos filmes são romances que tem aquele “clímax” de amor sem fim, briguinhas e um final previsível, onde mocinho e mocinha são felizes. Eu adoro essas histórias que, basicamente, nasceram para serem filmes (pois isso só acontece em filme mesmo), onde tudo magicamente se resolve no final. É meio que incrivel pegar uma droga de vida e nos dar um pouco de magia.

Eu (e a Ju também) assisti no cinema Se eu ficar, e eu chorei como uma menina anormal. Porque incrivelmente as quantidades de lágrimas que conseguiram sair dos meus olhos foram coisas de pessoas anormais. E, por mais que vá soar ridículo, chorei no momento em que o mocinho disse “estou apaixonado por você”. Nossa, eu já pensei “nunca vou ter isso, vamos chorar”.

Mas... Eu quis justamente comentar de filme, pois eu queria falar de um especialmente. Eu tenho um gosto meio abrangente quanto à filmes, e diariamente alguns se tornam meus preferidos e um deles, que espetacularmente toda vez que eu assisto tiro alguma reflexão, é Efeito Borboleta. É meio que incrivel o contexto da história e é também incrivel a teoria.


As coisas acontecem por um motivo, e unicamente, cada uma delas, mudam seus passos, suas falas, seus pensamentos, sua vida para sempre. E tipo, eu penso muitas vezes nas coisas que eu já fiz e se eu tivesse feito diferente talvez não teria almoçado o que eu almocei, não teria faltado no cursinho, não teria os amigos que eu tenho, e pensando mais profundamente, talvez, nem existiria.

Minha mãe assinou o divórcio recentemente e se ela não tivesse se separado do ex-marido, e não tivesse assinado, eles teriam 26 anos de casados. Eu não existiria, ou as vezes sim, mas não com essa aparência. Poderia ter surgido uma garota mais feliz do que eu e bem mais positiva também. Ou um menino, ou não existiria ninguém. Mas não, ela se separou, e eu estou aqui.

Cada escolha nossa define quem somos, define tudo e as vezes penso que as minhas escolhas estão aos avessos. Porque eu reclamo demais e nem tento mudar. Uma frase do livro do John Green define bem o que eu faço: “...Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente.”, e quantas vezes eu venho usando o vestibular como escapatória do presente ou me acostumando a viver do jeito que eu vivo. Não sei qual o propósito desse misterioso texto, mas eu pensei muito na minha vida (e depois de mil lista de mudanças), decidi que, pela milésima vez, não vou pensar muito e “que seja doce tudo que tiver que ser”.

“Uma coisa tão simples, quanto o bater de asas de uma borboleta, pode causar um tufão do outro lado do mundo.” ― Teoria do Caos

Nenhum comentário:

Postar um comentário