quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Please, forgive me

As escolhas das músicas preferidas parecem propositais, justamente aquelas que causam formigamentos com o que eu sinto é o que toca no meu fone. Você me fez se sentir como única, baby.

Esse é o problema, existe uma sequência que deixa rastros de tristeza mas que também causa a sensação de infinitude, como se todas as coisas ao redor se desfocassem e só aquele agora importasse. O tempo para e o tempo continua. Me sinto triste, mas isso não me incomoda. Você era essa sequência.

Eu te ouvia todos os dias, repetidas vezes, não enjoava e entoava junto. Você era minha canção. Me deixava melancólica e ao mesmo momento intensa, como se fosse o barulho mais doce que me permitia ouvir, e era, e que silenciava todas as angustias que gritavam. Não me importava se o som da sua guitarra, às vezes, vinha de 4 cordas.

Mas a música começa a se tornar irritante, como tudo que é feito em excesso e descontroladamente. Não faz mais sentido ouvi-la, ela te causa arrepios ainda, mas não te faz mais bem, a sensação infinita se esvai e só resta a parte em que você termina triste e nem sempre queremos nos sentir assim. Porém resta algo, sempre será guardada como especial porque fez parte de uma fase da sua vida, esteve lá.
Don’t you call anybody else, baby. 

Ainda não me cansei das canções, entoo elas todos os dias e me tele transporto para as primeiras vezes em que o som soava em meus ouvidos. O impacto foi forte. Nunca ouvi canções como essas em toda minha vida, até agora. I play your game. 

Infelizmente toda música termina, todo álbum de 13 cancões chega ao seu fim e aquela canção preferida da sua banda preferida pode significar um amor sazonal. Mas tenho só uma certeza, eu joguei seu jogo, baby. But oh won't you please forgive me I no longer hear the music.

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