segunda-feira, 20 de agosto de 2018

mais um texto sobre times infinity

é tão difícil amar tanto alguém e ter medo de perder essa pessoa. eu tô tão apaixonada que deixo minha insegurança me impedir de aproveitar os bons momentos, eu acho que toda hora vai ser o fim e as palavras bonitas e apaixonantes ditas e ouvidas por mim não são reais.
fico o tempo todo criando teorias de coisas que talvez não existam por pura proteção do e se ou quando meu coração for quebrado eu tenha motivos para odiar quem quebrou.
a pior parte de ficar pensando nisso tudo, duvidando de tudo, é querer muito acreditar que não é real, porque, se for, eu terei uma queda e não sei se conseguirei me levantar tão cedo, não tanto quanto como foi com outros caras que eu me apaixonei e focava toda mágoa na rotina. pela primeira vez eu não to apaixonada, não é passageiro, eu amo alguém e é com todo meu ser.
às vezes eu acho que consigo ser tão pegajosa por sentir lá no fundo que eu preciso guardar cada detalhe da pessoa, os desenhos dos lábios, o olhar pensativo, o desejo de estar sempre presente quando está mal e aquele sorriso que me faz sorrir de volta, que me sinto irritante e que estou incomodando, não sei amar sem exageros.
não estou sabendo lidar com tudo isso, várias vezes pensei em terminar e encarar logo meus destroços mas tudo isso sem perceber que eu mesma estou causando minhas ruínas, ele está comigo porque quis estar e divide as canções das suas bandas preferidas sem eu pedir. 
o problema não é nossa relação, assim como todas, ela está sendo construída. a verdade é a mais difícil de encarar: eu tenho medo de estar sendo amada tão intensamente, tenho medo da reciprocidade. mais uma vez, eu estou sabotando as coisas maravilhosas do meu presente com medo de um futuro que, talvez, bem talvez, possa estar longe.
sou feita de poeira estelar, sou gerada a partir de colisões e rastros deixados por asteroides e eu não quero que ele seja um asteroide.

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